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Modelo de briefing de marca

As 10 perguntas que fazem um projeto de marca começar certo — com o porquê de cada uma. Copie, adapte do seu jeito, ou mande um link para o cliente responder sozinho.

Mandar para o cliente

Copiar não precisa de conta. Mandar por link, também é de graça.

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ADAupe Design

Briefing do projeto

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Qual é o nome da empresa ou do projeto?

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As 10 perguntas, e por que cada uma existe

São as mesmas do modelo “Briefing completo” dentro da Tifólio. A ordem importa: ela começa pelo que o cliente sabe de cor e termina no que exige ele pensar.

  1. 01

    Qual é o nome da empresa ou do projeto?

    Parece óbvio e não é: muita gente chega com o nome ainda em aberto. Se a resposta vier com dúvida, o projeto não é identidade visual — é naming antes, e isso muda prazo e preço.

    Resposta que não serve: “Ainda não decidi” sem data para decidir.

  2. 02

    O que a empresa faz, e pra quem?

    Produto, serviço, público: o essencial.

    A segunda metade é a que importa. Quase todo cliente descreve bem o que vende e mal para quem vende — e é o público que decide se a marca vai ser séria, barata, divertida ou cara.

    Resposta que não serve: “Para todo mundo.” Ninguém atende todo mundo, e marca que tenta não fala com ninguém.

  3. 03

    Como esse projeto surgiu? O que motivou ele agora?

    Esta é a pergunta mais subestimada do briefing. “Vou abrir uma segunda loja” e “um concorrente ficou bonito” levam ao mesmo pedido e a projetos completamente diferentes. O motivo também revela o prazo real e quem vai aprovar.

    Resposta que não serve: “Estava na hora.” Vale puxar o assunto na reunião.

  4. 04

    Se a sua marca fosse 3 palavras, quais seriam?

    Serve para alinhar expectativa com palavra, que é mais fácil do que com imagem. Três é o número certo: uma é vaga, dez são uma lista de desejos onde cabe tudo e nada.

    Resposta que não serve: Três palavras que toda marca diria — “moderna, confiável, inovadora”. Pergunte qual delas ele abriria mão.

  5. 05

    Quem são os concorrentes ou referências do mercado?

    Menos para copiar e mais para não repetir. Se os cinco concorrentes são azuis com letra sem serifa, você acabou de ganhar a decisão mais importante do projeto.

  6. 06

    Tem marcas ou estilos que você admira? Pode citar ou colar links

    Admiração aponta direção melhor que adjetivo. E repare no que ele admira fora do setor dele: é lá que costuma estar a liberdade do projeto.

  7. 07

    E o que você NÃO quer de jeito nenhum?

    A que mais economiza retrabalho de todas. Gente tem dificuldade enorme de descrever o que quer e facilidade imediata de apontar o que detesta — e cada “de jeito nenhum” é uma rodada de revisão que você não vai fazer.

    Resposta que não serve: Resposta vazia. Se vier em branco, pergunte de novo na reunião, com exemplos na tela.

  8. 08

    Onde a marca vai viver?

    InstagramSiteEmbalagemMaterial impressoFachadaOutros

    Define o que você entrega, não só o que você desenha. Fachada pede versão que funcione de longe; embalagem pede prova de impressão; só Instagram dispensa metade do manual — e muda o preço.

  9. 09

    Qual é o prazo ideal de entrega?

    Até 2 semanas1 mês2 meses ou maisA combinar

    Pergunte o prazo ideal, não o possível: o que está na cabeça dele aparece aqui, e é melhor descobrir agora do que depois de você ter montado o cronograma. Se a data for impossível, essa conversa acontece antes do contrato.

    Resposta que não serve: “O quanto antes.” Peça a data do evento, da inauguração ou da campanha — sempre existe uma.

  10. 10

    Seu melhor e-mail pra eu te retornar

    Fecha o briefing com o canal. Parece burocracia e é o campo que mais evita projeto que morre: sem e-mail, a conversa fica refém de uma rede social que pode travar amanhã.

Quatro erros que estragam um briefing bom

Preencher junto na reunião

Vira conversa solta e você anota o que conseguiu ouvir. Mandado antes, a reunião começa discutindo o que importa em vez de coletando dado.

Perguntar o que você mesmo descobre

Tempo de mercado, concorrente e redes você acha em dez minutos. Cada pergunta dessas gasta a paciência que você vai precisar nas que só ele sabe responder.

Fazer trinta perguntas

Briefing longo volta pela metade ou não volta. Dez bem escolhidas respondidas valem mais que trinta ignoradas.

Aceitar “pode fazer do seu jeito”

Soa como liberdade e é a origem do retrabalho. Quem diz isso tem gosto, só não sabe nomear ainda — e vai descobrir exatamente quando vir a sua proposta.

O briefing voltou. E agora?

01

Leia duas vezes antes de responder

A primeira leitura é sobre o projeto. A segunda é sobre o cliente: como ele escreve, do que ele tem medo, o que ele repetiu sem perceber. A segunda vale mais.

02

Devolva o briefing resumido

Em cinco linhas, com as suas palavras: “entendi que…”. É o jeito mais barato de descobrir um mal-entendido — antes de desenhar, e não na apresentação.

03

Transforme as respostas em escopo

“Onde a marca vai viver” vira a lista de entregáveis. “Prazo ideal” vira o cronograma. “O que não quer” vira a primeira linha da sua proposta.

O briefing respondido, sem você perguntar de novo.

Mande o link, o cliente responde no celular sem criar conta, e a resposta chega organizada — pronta para virar projeto, com prazo e contrato.

Usar este modelo de graça